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Psiquiatria

 

 

 

 

As convulsões dissociativas são características do Ataque Histérico e, em muitos casos, dificulta o diagnóstico por ter semelhanças com as convulsões epilépticas.
Por isto, os tópicos abaixo ilustram as diferenças entre o Grande Mal de Charcot (Ataque Histérico) e o Grande Mal Epiléptico.

Grande Mal de Charcot (Grande Ataque Histérico)

1. o paciente tem uma queda. Queda lenta, geralmente sem ferimentos.
2. não há perda completa da consciência.
3. não existe amnésia.
4. movimentos amplos, irregulares e assimétricos.
5. gritos, risos, gemidos e choro.
6. ausência de sialorréia (salivação geralmente espumosa).
7. ausência de mordedura da língua.
8.controle esfincteriano normal.
9. ausência de cianose.
10. reflexo pupilar normal.
11. modifica-se por estímulos externos (a crise pode desaparecer subitamente).
12. duração geralmente rápida.
13. recuperação súbita.

Grande Mal Epiléptico

1. o paciente tem uma queda. Queda súbita, geralmente com ferimentos.
2. há perda completa da consciência.
3. amnésia completa (obnubilação).
4. convulsões generalizadas.
5. grito inicial e depois silêncio.
6. sialorréia presente (aumento da saliva que pode até sufocar; salivação excessiva, abundante e espumosa. As glândulas salivares sofrem um relaxamento).
7. mordedura freqüente da língua.
8. enurese (relaxamento do esfíncter).
9. presença de cianose (lábios e unhas roxos).
10. midríase (pupila dilatada/grande) paralítica.
11. não se modifica por estímulos externos (uma vez iniciada, a crise vai até o fim).
12. não tem tempo determinado.
13. recuperação lenta (queixam-se de dores de cabeça e dores musculares.


Epilepsia

Epilepsia é uma condição neurológica que de tempo em tempo produz breves distúrbios nas funções elétricas cerebrais normais.
A função cerebral normal é garantida por milhões de pequenas cargas elétricas passando entre células nervosas no cérebro e em todas as partes do corpo. Quando alguém tem epilepsia, este padrão normal pode ser interrompido por surtos intermitentes de energia elétrica muito mais intensa do que o habitual.
Isto pode afetar a consciência da pessoa e provocar movimentos corporais ou sensações por curtos períodos de tempo. Estas mudanças fisiológicas são chamadas de Crises Epilépticas.

Que tipo de pessoas tem Epilepsia?

Virtualmente sob circunstâncias favoráveis, qualquer um pode ter uma crise. Esses fatores não são exclusivos para qualquer faixa etária, sexo ou raça.

Quais os tipos de crise de Epilepsia?

A nova classificação descreve dois grupos principais de crises:

- parcial: descarga elétrica excessiva em uma área limitada.
- generalizada: envolvimento de todo o cérebro.

Cada um dos grupos acima são divididos em subcategorias: parcial simples, parcial complexa, ausência, tônico-clônica e outros tipos. Ao todo são mais de 30 diferentes tipos de crises.

Crises Epilépticas e Crises Não Epilépticas

Crises não epilépticas diferem das crises epilépticas no fato de que usualmente não há evidência de atividade elétrica anormal no cérebro após as crises e elas não ocorrem repetidamente.
Algumas causas mais comuns de crises são: hipoglicemia, síncope, cardiopatia, ictus cerebral, enxaqueca, defeitos vasculares, narcolepsia, estresse ou ansiedade extremos. Mas isto não significa que pessoas com algum destes tipos podem ser epilépticos.

O que a pessoa sente ao ter uma Crise Epiléptica?

Sensações comuns associadas com crises incluem insegurança, medo, exaustão física e mental, confusão, perda de memória. Alguns tipos de crises podem produzir fenômenos auditivos ou visuais enquanto outros podem envolver uma sensação de vazio. Porém, se a pessoa ficar inconsciente durante a crise pode não haver sensação alguma. Muitas pessoas sentem uma "aura" (sensação ou aviso) antes da crise propriamente dita.

Quanto tempo duram as crises?

Dependendo do tipo de crise pode durar de poucos segundos a alguns minutos. Em casos raros podem durar algumas horas, como por exemplo, uma crise tipo tônico-clônica típica dura de 1 a 7 minutos.

Causas e Fatores Desencadeantes

Não existe causa única. As mais freqüentes identificadas são: traumatismo craniano, traumatismo de parto, febre alta, manipulação excessiva da criança, certas substâncias tóxicas em doses altas, isquemia cerebral por ictus, tumores, doenças do sangue ou doenças que afetam diretamente as células nervosas do cérebro.

Pessoas com Epilepsia podem ter Vida Normal?

A experiência tem demonstrado que pessoas com epilepsia têm menos crises se levam a vida ativa normal. Isto significa que precisam ser encorajadas para que encontre, emprego - em tempo integral ou parcial. Contudo, algumas funções, pela natureza do equipamento ou pela maquinaria, podem não ser recomendados para uma pessoa com epilepsia. É portanto muito importante para um adulto jovem trabalhar sob orientação, para estabelecer metas apropriadas.

O que as pessoas com Epilepsia podem fazer para melhorar sua saúde?

Como em qualquer condição médica a epilepsia é influenciada pelas condições gerais de saúde da pessoa. Assim, tudo que melhorar o estado geral da pessoa terá efeitos positivos sobre a epilepsia. Isto inclui alimentação, exercícios, repouso, redução do estresse, evitar a depressão, afastar-se do álcool e das drogas.

Quem pode saber que a pessoa está com Epilepsia?

Abertura e honestidade sobre a epilepsia são importantes. O professor da criança deve ser informado sobre o tipo de crise, com o que se parece, sua freqüência e qualquer necessidade de primeiros socorros. Existem vantagens e desvantagens em contar para um empregador. O que você contar pode depender do quanto você se sente confortável quando aborda o assunto, os tipos de crise envolvidas e o tipo de emprego. O empregador pode perguntar se você tem algum problema médico que o incapacite para a função pretendida.

Existe preconceito contra pessoas com Epilepsia?

Mesmo que muito se tenha progredido no sentido de reduzir o preconceito social contra a epilepsia, discriminação ou rejeição podem ser problemas para pessoas com epilepsia. Além disso, familiares e amigos podem se mostrar superprotetores ou impor restrições desnecessárias. Enfim, pessoas com crises podem perder a confiança ou se sentirem cidadãos de segunda classe.

Existe algum problema em ter filhos?

Mulheres que usam drogas anticonvulsivas precisam ser cuidadosas quando resolvem engravidar. Foram relatados casos de malformações congênitas entre estas mulheres. Enquanto a taxa normal de malformações congênitas é de 2-3% entre mulheres com epilepsia que não estejam tomando medicação a taxa sobe em 0,5 pontos. Mulheres tomando apenas um tipo de remédio têm taxa de 6-7%, com algumas diferenças dependendo do tipo de droga. Combinações de drogas aumentam drasticamente o risco. Isto cria um problema, porque a droga cria um risco para a criança mas a necessidade de um anticonvulsivo permanece durante a gravidez. As crises podem até ser mais freqüentes durante a gravidez e prejudicarem mãe e filho. O médico deve decidir trocar ou reduzir a medicação quando a paciente deseja engravidar. Em alguns casos, entretanto, o médico pode desaconselhar a gravidez por ser um risco muito grande para mãe e filho. Quaisquer alterações na medicação devem ser consideradas cuidadosamente e a mulher não pode fazer isso por sua conta. Existem cuidados especiais no pré-natal da mulher epiléptica e isto requer atenção especial. Finalmente, alguns remédios podem provocar falha de pílulas anticoncepcionais.

A medicação anticonvulsiva pode prejudicar o recém-nascido?

Converse sempre com seu médico sobre o uso de anticonvulsivos e amamentação. Embora medicações anticonvulsivas tenham sido encontradas no leite materno de mulheres epilépticas a quantidade é muito pequena para prejudicar a criança.

Pessoas com Epilepsia podem nadar?

É prudente que uma pessoa com epilepsia converse com seu médico antes de decidir começar a nadar. Quando uma pessoa com epilepsia vai nadar ela não pode ir sozinha. É também recomendado que a natação seja realizada em piscina supervisionada e não em praias, lagos ou rios.

Pode a Epilepsia trazer problemas na Escola?

Desordens críticas de longa duração podem estar associadas com dano cerebral induzido pelas crises e conseqüentes problemas de memória. Crianças com epilepsia podem também apresentar problemas de aprendizagem ou de concentração pela desordem neurológica subjacente ou pela medicação. Se uma criança com epilepsia está com problemas na Escola, tanto academicamente como socialmente, a professora deve ser solicitada a ajudar. Se o seu filho está com problemas acadêmicos peça para conversar com o Consultor de Educação Especial para a área. Em acordo coma professora da criança um programa modificado pode ser arranjado, se necessário. Crianças com epilepsia devem ser incentivadas a participar de todas as atividades regulares da Escola, inclusive esportes.

A Epilepsia pode causar problemas emocionais?

Pessoas com epilepsia podem desenvolver depressão por razões biológicas e sociais. Algumas desordens críticas de longa duração e pobremente controladas pela medicação podem associar-se com mudanças crônicas de personalidade. Alguns pacientes com crises do lobo temporal podem apresentar, após as crises, episódios de curta duração de descontrole emocional ou dificuldade de pensamento. Embora a epilepsia seja um problema médico, a pessoa com epilepsia precisa também fazer alguns ajustes emocionais. O primeiro passo é a aceitação do diagnóstico. Inicialmente, pessoas com epilepsia e seus familiares podem ficar chocados ou negarem o fato. Raiva, medo e depressão são também comuns. Contudo, com informação e suporte pessoas com epilepsia podem compreender a condição e desenvolver estratégias positivas.

A Epilepsia pode levar a problemas de auto-estima?

É importante lembrar que pessoas com epilepsia podem viver plena e produtivamente. Quando a auto-estima torna-se um problema, uma discussão aberta com amigos, com a família ou com um profissional pode ajudar no desenvolvimento de novos caminhos para viver melhor.


Como ajudar alguém em crise?

1. fique calmo, você não pode parar uma crise e não tente reanimar a pessoa;
2. coloque a pessoa no chão e afrouxe sua roupa;
3. tente remover quaisquer objetos que possam machucar a pessoa;
4. vire a pessoa de lado, para que a saliva escoe mais facilmente da boca;
5. não ponha nada na boca da pessoa;
6. após a crise deixe a pessoa descansar ou dormir se necessário;
7. se a crise durar mais de 10 minutos procure imediatamente socorro médico.


Diferenças entre Grande Ataque Histérico
e Grande Mal Epiléptico - Enfoque da Epilepsia
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